Erros.
Por mais que meu orgulho nunca deixasse, eu sempre soube que existia pessoas com quemeu tinha/ tenho pendencias que minha consciencia já não pode conviver.
Algumas delas ocupam um espaço reservado na minha mente e realmente pensei nelas em cada dia desde que reconheci o quanto errei.
Há também pessoas que odeio, muito, ódio este que não quero carregar caso um dia eu me torne uma pessoa mais lúcida, uma vez que, erros alheios nunca surgem sem que nós mesmos tenhamos feito algoque as ofendeu. Mentiras, ofenças, depois que o tempo passae percebi que coisas dos anos passados não me afetam mais, porque eu gostaria de mante- los e julga- los imperdoáveis?
Calma.
Definitivamente estou APRENDENDO a descobrir o que isso significa, apesar de não ter aprendido a executá- la em momentos extremos, ela está aumentando.
Acredito que demonstrar minha raiva diante de algo foi uma valvula de escape para todas as vezes que não me ouviam; quando nunca se teve atenção necessária em sua vida, nos acostumamos a agir com arrogância para parecer que não precisamos de ninguém. Mas quando tal arrogância é usada por tanto tempo, acabamos esquecendo sua real utilidade e passamos a considerá- la algo inato; cavando cada dia mais o túnel lúgubre da solidão.
Solidão.
Esta realmente é a mais assustadora, afinal, quando ela começou, porque nada parece faze- la desaparecer, desde quando tudo parece tão...
Será que é tudo tão medonho como parece? Porque mesmo quando eu tive algiém do meu lado parecia que tudo teria um terrivel fim? Porque nada parece bom? Porque toda minha agonia passada se faz presente logo quando tive a passagem para escapar, quando foi que isso voltou a ser assim?
Agora me vejo sozinha, mais uma vez, tentando arrumas as raizes de tudo isso e cada dia sendo mais mal interpretada. Uma luta só minha, que sem alguém ajudando vai ser apenas mais um mergulho sem volta nas tristezas passadas.
Tassia.
É muito fácil e falho criticar uma ação que não nos agrada em um momento de raiva, dificil é encarar nossa própria consciencia quando nos acalmamos e vemos o quanto erramos e as consequencias do momento de ira.
O melhor a fazer nem sempre é o mais fácil, o melhor a fazer sempre trará constrangimento, mas mesmo assim continua sendo o melhor a fazer: pedir desculpa.
Ao menos a 'vítima' da minha raiva é bem mais lúcida e compreensiva do que nunca irei ser... Pelo menos tenho um fardo a menos para relembrar meu estado decadente, porém buscando ser redimida.