terça-feira, 23 de julho de 2013

girl girl
pai e mae falando pra eu largar pedregulho
acho que eles nao aguentam mais me ver chorando

ta vendo, uma hora eles entendem
eu tenho certeza que vc tem mais potencial que isso

22:05
uahhh cels





Bem, e assim caiu minha lágrima concretizando a consciência de que as pessoas ao meu redor são presentes o bastante pra me sentir segura dos meus pensamentos.
As vezes ainda penso que é exagero da minha parte estar tão desesperada pra abandonar meu atual status. Mas a crença de que o trabalho deve ser mais que uma tortura insuportável me persegue... Podemos ser mais que uma obrigação... "Trabalho que odiamos, para comprar coisas que não queremos... Para agradar pessoas das quais não gostamos..."

A frase exata não é assim, mas sintetiza tudo aquilo que não quero pra mim. Já fui feliz em um trabalho, nos meus estágios, na minha faculdade e preciso enxergar meu objetivo para além dos obstáculos mais próximos.

Minha ideologia ainda está forte por minha juventude ou as pessoas que me decepcionam deixaram este fogo se apagar por não saberem a hora de parar?

Utopias se apagam com a idade? Acredito que pensar na infinidade e potencialidade das pessoas não é em vão - não vou abandonar esta parte de mim.


Mãe, Pai, Patthy, Ana, Fabrício, Maysa, Rafa: contribuiram pra momentos de estabilidade

Agora meu maior inimigo olha cansado através do espelho... Qual será o resultado da minha luta interior?

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Texto escrito com a finalidade de responder umas questões de minha colega de sala e companheira de sofrimento Lígia Andrade.
Espero que sirva pros seus objetivos :)


Três anos e meio e um suspiro.

     Entrar na universidade estava nos meus planos desde os meus 10 anos de idade. Esse já é um fato que marca minhas lembranças, uma vez que desde esta época eu e minhas duas melhores amigas falávamos sobre as vantagens de uma instituição pública e de instituições privadas... Assunto meio estranho para crianças desta idade. Tudo influência de uma mãe que desde sempre viu o estudo como algo de importância ímpar, e que desde que soube que suas filhas alcançaram uma certa maturidade, passou a conversar sobre esta etapa da vida, e por em nossas mentes que a melhor forma de independência era buscar o conhecimento.
     Quando chegou o ensino médio, surgiu a boa e velha dúvida sobre qual caminho seguir, o velho sonho infantil pedia medicina, a vontade de instigar a curiosidade dos mais novos pedia algo que me tornasse professora. A dúvida e as condições da época escolheram Serviço Social - Unesp - Franca.
     Por ter conversas recorrentes dentro de casa, nunca me senti pressionada a entrar em uma faculdade, aquilo já fazia parte de mim a tanto tempo, que existia sim uma enorme ansiedade, planos sem fim... A vontade de morar fora não foi possível, mas a saída da rotina infantil conta até hoje como uma experiência sem igual. Mas hoje acredito que entrei bem imatura neste novo mundo, e que formar-me com 22 anos é uma responsabilidade grande, ainda não me sinto confortável com a ideia de ter um 'alvará' em forma de diploma falando que sou alguém capaz de lidar com uma profissão tão complexa.
     Conhecer uma nova perspectiva do mundo não é fácil, ainda mais em uma época em que nossos ideais são destruídos a todo momento, é bem desafiante filtrar a quantidade de informações que recebemos daqueles chamados veteranos. Passei por crises de identidade, de religião, de visão política, percepção familiar... Tudo!
     Reconhecer que fomos criados de forma egoísta e meritocrática foi o maior desafio subjetivo, pois foi o primeiro lugar em que convivi com pessoas de diferentes idades e crenças, onde conversar é a única forma de criar inimizades e falsas idéias das pessoas. Finalmente considerei a ideia alheia, as diferentes formas de criação e educação, entretanto a noção de respeito mútuo se afirmou definitivamente, pois pude compreender diferentes formas de ser.
     O maior obstáculo foi começar a trabalhar no meu segundo ano de faculdade, viajar todos os dias para uma cidade vizinha, não encontrar tempo para estudar, ficando fora praticamente 15 horas por dia. Mas nenhuma situação vem desligada de um novo conhecimento, passei a entender e me preocupar com uma nova realidade a qual não conhecia: a dos estudantes trabalhadores. Percebi a dificuldade que é buscar uma melhora intelectual e financeira frente a um mercado de trabalho tão precário e massante, reparei que a educação é super valorizada enquanto você tem dinheiro para se mantem sem precisar trabalhar, e que no momento em que você busca um estágio pra por em prática 3 anos de teoria, você se vê barrado por pessoas sem ética, que defendem direitos e acesso individual. O estudo é algo elitista, e as pessoas são hipócritas.
     Enfim, e a despeito de tantos tropeços, a faculdade é um lugar que instiga o crescimento humano das mais diversas formas, e apesar de seu constante desmonte ela ainda é capaz de formas mentes preocupadas com uma sociedade justa.

A utopia ainda não dormiu.



Gabriela Fernandes Guimarães
4º ano de Serviço Social
21 anos
     Em tempos de independência e egoísmo, optei por ainda acreditar nas pessoas. Mas acreditar nas pessoas sem precisar delas soa falso. Não precisar delas te torna cético, ambíguo, hipócrita.

     Aqui se faz e aqui se paga.

     Pois fiz um agrado ao meu espírito de humanidade no início da tarde e a noite obtive uma prova de que as pessoas estão carentes de ajuda e ajudar.

     E nesse dia seguinte penso que nada mais legal que precisar de quem está ao seu redor... Seja por uma tremenda dor de estômago ou de alma.

     Estou feliz pois as coisas caminham e me fazem desconstruir e construir minhas perspectivas...


Lembre-se, nunca interrompa um post pela metade e retome no dia seguinte.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

apesar das adversidades, estou em um momento de confiança.
parte disso graças a velha guarda.

domingo, 14 de julho de 2013

     O mundo deve estar sofrendo em conjunto com os mesmos males, já que não houve uma única vez em que eu tenha ido à missa sem que algo me remetesse a algum acontecimento recente em minha vida...
     Hoje foi falado sobre o amor fraterno e a quem devemos direciona-lo, mas já não sei se as consecutivas tentativas valem mais a pena. Ok, eu sempre tive grandes erros, mas por mais impulsiva que eu seja, ainda tenho capacidade de ao menos tentar.
     As vezes ficamos tão preocupados em quantificar o quão maior é nosso desespero, frente ao desespero dos outros, que esquecemos de observar que estamos sendo nocivos, negativos e desleais às oportunidades que existem ao redor.

     Bem, meu endereço não tem a possibilidade de mudar tão cedo; as formas de comunicação hoje em dia são bem diversificadas.... Não será difícil encontrarem- me quando necessário. Hoje eu oficialmente abro mão de olhar apenas o meio vazio de minha vida.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Foda-se o imperativo categórico.

Não esperam nada dos outros convém mais.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

     As vezes chega aquele momenro em que você percebe que os últimos anos da sua vida foram direcionados a partir das ideias externas a você, e que sua opinião nunca foi de fato construida a partir do que você vive ou conhece. Também pudera, ultimamente somos tão impulsionados a buscar algo além de nós, que não resta tempo para se conhecer. Dia a dia a quantidade de pessoas que parecem ter a máxima certeza do que estão falando nos acomoda afinal, pra que construir seu próprio mundo se há tanta solidez lá fora?
     Chega a hora em que não nos reconhecemos mais, seu coração diz que as pessoas valem a pena, e que compreende-las é a maior expressão de amor, enquanto suas ações e vivências mostram que o que reina é a descrença. Qual a saida?
     Mais uma vez olhando exemplos, a resposta é a solidão, um retiro para que a resposta verdadeira não tenha influencia de sentimentos batidos. Mas a questão aqui vai além: conhecer a sia mesmo e ter uma postura melhor frente a vida... Isto requer treinamento.