quinta-feira, 2 de dezembro de 2010



Definitivamente há coisas que me fazer quer sumir da face da terra, nunca mais voltar pra esse lugarzinho chamado Franca. Não digo que tais fatos me incomodam tanto por hora, afinal...
Mas, será que não é melhor ter a situação analisada mais a fundo? To muito sem paciência pra aguentar chororo de criança... Melhor socar doce nessas seres repugnantes que ficar ouvindo mi mi mi.

Ahhm, como quero dar uma sumida desse lugar. Sem estar em casa, sem celular, sem twitter, sem qualquer ligação com o mundo virtual - pois a capacidade dessas pessoas se limitam a tal meio.

Antes queria que o tempo parasse, congelasse, pra que eu pudesse ver tudo com mais calma, com mais intensidade... Agora quero mais é que passe logo - MUNDO, PARE, EU QUERO DESCER, EXPLODA DEPOIS.

Atualizando.

     Nossa, pensando na vida e na vida - uHAUSHAUsa- me deu vontade de refletir sobre o cotidiano aqui nesse espaço exclusivo para minhas angustias interiores.
     Se analisarmos o que lemos no Método 5 - e sendo racional - a sociedade é uma parte inseparável de nossa vida...
     Mas chega de mimimi, o fato social que me aflinge nesses ultimos dias é a tal ocupação do morro carioca, no inicio isso mão passava de uma desculpa pra ferir pessoas de bem, pra 'limpar' a sociedade dos canceres e que só nos seria prejudicial. Ando impregnada das causas sociais que lemos e estudamos, um governo que benecicia apenas as altas camadas da sociedade - o pobre como alguém descatável, mão de obra inútil e e de fácil substituição.
     Mas vendo tantas expressões populares agradecendo eternamente aos militares e afins, crianças sorrindo, pessoas aproveitando a paz momentânea, por muitos anos desconhecida, me parece que isso pode ser um passo para que finalmente alcancemos uma autonomia social, que nos libertemos desse terror infindável.
     Nas aulas de economia ouvi que a forma de gastar ser que haja um excesso de mercadorias, déficit no dinheiro possivel pra comprar tudo são as guerras. Mas porque em vez de ter investimentos em guerras, não investem na segurança da população?
     Imaginemos a quantidade de empregos gerados, os beneficios que haveria se fosse aumentado o número de oficiais nas ruas, a auto estima gerada por uma crença numa polícia que de veras protege a população.

     Meu instinto visionário sempre foi deveras pessimista, achando que o capitalismo nos cosumiria aos poucos, que a violencia nos mataria dia a dia, pelo medo, pelo desconforto... Um dia repentinamente por uma bala; mas não, essa tomada de um morro veio pra aliviar pessoas além das fronteiras cariocas, além das almas já cansadas pelo martirio diário do tráfico, veio pra por ideias mais positivas na cabeça de casa civil que viu o que um sinal de vida do Estado faz todo um pais acreditar que a luz no fim do túnel ainda não apagou, apenas estava oscilante - por décadas -.