E a brincadeira paceria muito mais divertida enquanto ela se encontrava indisposta a encarar a realidade. Sim, tudo de mostra mais limpido após acordarmos de um sonho, mas há aqueles que parecem com tanta riqueza em detalhes, que até o momento em que acordamos estarrecidos e pingando suor não há distinção entre o onírico e o visto em vigília. Qual dos dois seria seu algoz – quem sofreria mais com aquela tempestade – Ela.
Mas quem sabe isto fosse apenas mais um sinal para que sua vida desse uma reviravolta. Não, não era mais obrigada a viver de ilusões, não mais a resignada. Renunciar ao conforto em troca de um ideal é válido, quando este ideal se faz tão obscuro e confuso? Quem sabe uma última prova a colocaria no caminho certo a trilhar.
Não podia mais viver do passado, mas ambos os passados que se exibem em sua mente podiam faze-la desistir de tudo. Uma ilusão ou um borrão, qual mais a apetecia?
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