As vezes ela caminhava sem rumos pensando quais seriam os próximos fatos de sua vida, virar à direita... Atravessar a rua? Não, o que seria dela no próximo dia, mês, ano. Já não acreditava em destino, a vida é um completo acaso onde em questão de segundos podem surgir uma gama de possibilidades, as quais te levarão.
A pior parte deste acaso é que mais do que nunca ela se via a merce de suas escolhas. As vezes pensava qual era o sentido dela estar ali, o que a diferenciava dos outros... Nada a diferenciava, ela já tinha esta certeza desde que conversara com seu melhor amigo, e já tinha decidido que toda aquela balela de todos termos alguma característica tocante que os fazia especiais era apenas mais uma desculpa pra disfarçar algum fracasso em outro campo específico.
Não depositava suas esperanças nas pessoas, elas nada mais são que abutres que tentam satisfazer seu fazio nas suas mágoas, sentia como se fosse uma espécie de competição, onde ganhava a pessoa que conseguia mostrar melhor qual era sua tristeza, não... ela não queria ter um lugar marcado nesse teatro.
Não acreditava mais no amor utópico que lhe apresentaram desde sua infancia, com todas aquelas farsas ridiculas e animadas - A Bela não existe, apenas as Feras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário